quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Tem sido cada vez mais frequente nos depararmos com grupos e pessoas que se dizem apolíticas ou que não vão votar em ninguém por não acreditar na seriedade de nenhum político. Essa situação ajuda na manutenção das coisas exatamente como elas estão, pois esses políticos que todos criticam possuem poder econômico para se elegerem e quando não buscamos outras alternativas, contribuímos para que eles continuem no poder.

Leia abaixo o texto que escrevi para reflexão desse tema: 

Sonhar é possível 
Eu sei que a gente se acostuma com muitas coisas nessa vida, fazendo da vida uma história previsível. Mais deveríamos sonhar mais para realizar mais. Nos acostumamos a buscar a melhor formação para nossos filhos acreditando que eles estarão prontos para competir e vencer na vida. 
Nessa busca incessante nos esquecemos de nos relacionarmos com eles, afinal não sobra tempo estamos todos muito ocupados correndo atrás de vencer na vida e para isso vale tudo até mesmo ficar longe das pessoas que amamos e das coisas que gostamos de fazer. 
Nos acostumamos a não ter tempo pra nada e porque não temos tempo vemos a vida passar rapidamente, de compromisso em compromisso em uma agenda cada vez mais cheia, as várias atividades a fazer é sinal de status social e de vida bem sucedida. 
E por não termos tempo, olhamos com certa indiferença para aqueles que ousaram desfrutar da vida de forma mais leve sem tantas cobranças dos outros e de si próprios. 
A eles invariavelmente nos referimos como “acomodados”. Nos acostumamos a ler nos jornais e na televisão as notícias de corrupção que assolam nosso país e nossa cidade. 
Nos acostumamos tanto que quando a notícia é boa, logo desconfiamos pensando tratar-se de alguma enganação que com certeza não passará de notícia. 
Nos acostumamos a pensar que a política é um meio desprezível composta por homens e mulheres corruptos, sem escrúpulos, cujo único propósito é o de se dar bem, não importando para esse fim o que fazer. Essa realidade nos impacta de tal forma que perdemos a esperança em uma ação política que de fato esteja comprometida com o bem comum, com o respeito aos direitos humanos fundamentais, e com o propósito de pensar e fazer o bem ao próximo. 
A vida nessa perspectiva sai de uma visão fatalista onde o caos é certo e, ganha contornos de sonho possível. Sei que tanta descrença é sinal de defesa dos tantos golpes já recebidos ao longo de uma vida inteira de sofrimento e injustiças. 
Mais sem esperança em um mundo melhor, sem arriscar o peito por uma vida mais digna continuaremos presos ao fatalismo de uma história onde a tristeza e a vida injusta é concebida como natural. Amigos e amigas da luta, sonhar é possível, é possível sonhar sempre, desde que carreguemos no peito e na alma a indignação com as injustiças do mundo. 
A luta para manter viva a esperança do sonho é a luta que entendemos ser justa para ser travada como testemunho da nossa presença no mundo. 
 Autor: Professor Silvio Sipliano da Silva – PSOL 50.555

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Acorda Guarulhos

No Brasil a situação é essa aí.

E em nossa cidade será que é diferente! Só pra se ter uma ideia o orçamento para a pasta de esporte e lazer em 2013 será de 22 milhões, dos quais 18 milhões está destinado com folha de pagamento. Nossa! ou temos 1 professor em todos os bairros trabalhando, ou quero ser professor da secretaria de esporte que deve pagar bem demais. O fato é que não é nenhuma coisa nem outra, o fato é que tem muitos cargos de confiança, pessoas que não aparecem pra trabalhar, núcleos esportivos fictícios, convênios com ONGS que não realizam na integra o trabalho firmado em contrato. Por isso o dinheiro some e o esporte em Guarulhos segue cada vez pior. Reflitam sobre isso na hora de dar seu voto aos candidatos de sempre. 

CONFIRA NOS SITES: IBGE e R7 Notícias

Entrevista com o Professor Silvio (áudio)

Cultura
    Esporte   Educação   Sustentabilidade Recado a população de Guarulhos

domingo, 19 de agosto de 2012

Quem disse que o PT não privatiza


O governo Dilma anunciou nesta semana o programa de concessões de rodovias e ferrovias, concessão é uma forma disfarçada e tucana de não dizer privatização, já que no fim das contas, será a iniciativa privada que obterá lucro de um serviço que deveria ser público e que se utiliza estruturalmente de recursos e espaços públicos, além do financiamento estatal. O programa prevê a duplicação de 7,5 mil quilômetros de rodovias e a construção de outros 10 mil de ferrovias, com previsão de investimento total de R$ 133 bilhões, sendo R$ 79,5 bilhões já nos primeiros cinco anos.
A postura da Dilma já no anuncio do plano foi ficar na defensiva e tentar se diferenciar dos tucanos, em suas palavras: “Nós, aqui, não estamos nos desfazendo de patrimônio público para acumular caixa e reduzir dívida. Nós estamos fazendo parcerias para ampliar a infraestrutura do país, para beneficiar sua população e seu setor privado, para saldar uma dívida de décadas de atraso em investimentos em logísticas e, sobretudo, para assegurar o menor custo logístico possível, sem monopólios”
O discurso é exatamente o mesmo dos tucanos quando fazem concessões de rodovias em SP e depois apresentam a fatura de pedágios abusivos, ou da concessão da linha 4 do metrô por mais de 30 anos.
Vale lembrar a grande polêmica do 2º turno das eleições presidenciais de 2010, quando o PT aproveitando-se da grande rejeição popular às privatizações pautou esse debate. Agora o PT faz o mesmo, já foi assim com os aeroportos, agora são as rodovias e ferrovias.
O discurso de que os preços dos pedágios serão mais baratos que a fúria tucana em São Paulo, não muda o conteúdo da questão, a lógica é a mesma e não há garantias de que no futuro não possa haver um descontrole de preços, com a população pagando tarifas abusivas.
No caso do modelo adotado há uma massiva transferência de recursos públicos para as mãos privadas, que ganham nas duas pontas, têm parceria estatal para o investimento em infra-estrutura, mas depois, podem explorar sozinhos os serviços. Além disso, terão taxas especiais de financiamento, com carência de cinco anos e podendo amortizar por décadas os empréstimos obtidos. Ou seja, não deixa nada a dever ao modelo de privataria adotado pelo tucanato e tanto criticado pelos petistas nos últimos anos.
O PSOL é contra este modelo, defende investimento público em serviços públicos e o controle público por parte da população destes recursos. Mais uma vez fica claro as escolhas do governo Dilma, opções mais conservadoras ainda do que no governo Lula, que mostram uma guinada sem volta do PT à direita.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Nota do PSOL sobre o julgamento do mensalão


A imprensa brasileira tem dado grande destaque ao julgamento da ação nº 470 no Supremo Tribunal Federal, ação que julgará os envolvidos com o esquema conhecido como “mensalão” e que consistia no desvio de recursos públicos para o pagamento de campanhas eleitorais e parlamentares em troca de apoio no Congresso Nacional ao governo Lula.
Ao contrário do que tem sido afirmado pelos partidos que compõe a base do governo Dilma, o mensalão não é apenas uma ficção da imprensa com o objetivo de desestabilizar o governo liderado pelo PT. Segundo as investigações realizadas pelos órgãos de fiscalização e controle, como a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público Federal, há indícios claros de que contratos públicos, por exemplo, com agências de publicidade como a do publicitário Marcos Valério, foram utilizados para desviar recursos públicos para o pagamento de campanhas eleitorais e compra de aliados no Congresso Nacional. Aliás, cabe lembrar que a dinâmica de compra de votos e apoio político através do desvio de recursos públicos já havia sido inaugurado pelo PSDB em Minas Gerais, quando do governo do agora Deputado Federal e ex-Governador Eduardo Azeredo, com a colaboração do mesmo Marcos Valério, que não é um novato em operações deste tipo, e copiado pelo governo de José Roberto Arruda, no caso conhecido como “mensalão do DEM”.
Assim, como vemos, o mensalão não só existiu como revelou a dinâmica da utilização de recursos públicos para a compra de aliados. As sucessivas reeleições de Roberto Jefferson e Waldemar Costa Neto como presidentes respectivamente do PTB e do PR e como chefes da distribuição das “mensalidades” às listas de parlamentares dos referidos partidos, mesmo sendo réus do mensalão, são um elemento a mais que comprovam a existência do esquema.
O mensalão, porém, não é o primeiro escândalo de corrupção vivido em nosso país. A privatização de empresas como a Vale e das companhias de telecomunicação, bem como a compra de votos para assegurar a reeleição do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, demonstram que a corrupção tinha profundas raízes nos governos tucanos. Antes deles, a cassação do ex-Presidente Collor de Mello e as denúncias contra os governos militares e o governo Sarney, já haviam demonstrado que a corrupção é um componente endêmico da política brasileira. E a atual “CPMI do Cachoeira” mostra claramente que esquemas semelhantes continuam em vigor, ou seja, empresas continuam participando direta ou indiretamente no pagamento de propina e no financiamento das campanhas dos grandes partidos em nosso país.
Portanto, o julgamento do mensalão revela, principalmente, as opções do Governo Lula e do PT em favor de uma “governabilidade” baseada em relações fisiológicas e de dependência financeira com as quais os novos inquilinos do palácio do Planalto não quiseram romper. O mensalão é a prova máxima de que o PT e seu governo abriram mão de um programa de mudanças profundas, preferindo a aliança com os partidos da ordem que chancelaram seu apoio em troca e cargos, liberação de emendas parlamentares e, neste caso, pagamento de campanhas e compra de votos. Ou seja, vícios políticos que descambaram para a corrupção aberta visando a perpetuação no poder.
Como resultado da opção política por uma governabilidade baseada em relações políticas e alianças espúrias, o PT e seu governo promoveram um profundo rebaixamento programático. Transformado em aliado do capital financeiro e do agronegócio, o PT não teve pudores em usar dos métodos historicamente rechaçados pelo próprio partido para assegurar apoio a suas medidas. Este processo simbolizou um retrocesso nos valores democráticos e republicanos, reforçando um sentimento de negação da política e da ação dos partidos.
Por isso, o PSOL expressa seu repúdio à corrupção e exige a punição de todos que, comprovadamente, tenham utilizado recursos públicos para corromper ou que foram corrompidos, cedendo seu apoio ao governo em troca de dinheiro. Ao mesmo tempo, rechaçamos o circo midiático que busca realizar um julgamento meramente moral do caso do mensalão: ele é, antes de tudo, um problema político, que revela as opções equivocadas do PT em favor deste tipo de governabilidade, opções essas que negamos, reafirmando nosso compromisso com as mudanças realizadas com o apoio das forças populares, sem interferência do poder econômico tanto nos processos eleitorais – onde ele atua para torná-los assimétricos e desiguais – quanto na forma governar, estimulando a corrupção e desmoralizando a política como atividade nobre, negando a mobilização popular como exercício da cidadania e da participação direta.
Por fim, afirmamos que para responder a esta situação e evitar que escândalos como esse se repitam, é preciso aprovar uma reforma política que impeça o financiamento privado das campanhas com punição drástica aos doadores e receptores, bem como julgar, de forma independente e baseada nos autos do processo, os envolvidos no mensalão, assegurando assim que a justiça seja feita.
Ivan Valente
Presidente Nacional do PSOL
Deputado Federal PSOL/SP

Jingle de Campanha 2012 - PSOL 50

JINGLE Prof. Silvio by Prof.Silvio

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ao Lado do SESI GUARULHOS

Neste Sábado estaremos presente no Pré-Lançamento do CD "Antes Durante e Depois Gang Master 90", de BONNE DEE a convite do mesmo, Evento Gratuito Compareça.