Eu
sei que a gente se acostuma com muitas coisas nessa vida, fazendo da vida uma
história previsível. Mais deveríamos sonhar mais para realizar mais.
Nos
acostumamos a buscar a melhor formação para nossos filhos acreditando que eles
estarão prontos para competir e vencer na vida. Nessa busca incessante nos
esquecemos de nos relacionarmos com eles, afinal não sobra tempo estamos todos
muito ocupados correndo atrás de vencer na vida e para isso vale tudo até mesmo
ficar longe das pessoas que amamos e das coisas que gostamos de fazer.
Nos
acostumamos a não ter tempo pra nada e porque não temos tempo vemos a vida
passar rapidamente, de compromisso em compromisso em uma agenda cada vez mais
cheia, as várias atividades a fazer é sinal de status social e de vida bem
sucedida. E por não termos tempo, olhamos com certa indiferença para aqueles
que ousaram desfrutar da vida de forma mais leve sem tantas cobranças dos
outros e de si próprios. A eles invariavelmente nos referimos como
“acomodados”.
Nos
acostumamos a ler nos jornais e na televisão as notícias de corrupção que
assolam nosso país e nossa cidade. Nos acostumamos tanto que quando a notícia é
boa, logo desconfiamos pensando tratar-se de alguma enganação que com certeza
não passará de notícia.
Nos
acostumamos a pensar que a política é um meio desprezível composta por homens e
mulheres corruptos, sem escrúpulos, cujo único propósito é o de se dar bem, não
importando para esse fim o que fazer. Essa realidade nos impacta de tal forma
que perdemos a esperança em uma ação política que de fato esteja comprometida
com o bem comum, com o respeito aos direitos humanos fundamentais, e com o
propósito de pensar e fazer o bem ao próximo.
A
vida nessa perspectiva sai de uma visão fatalista onde o caos é certo e, ganha
contornos de sonho possível. Sei que tanta descrença é sinal de defesa dos
tantos golpes já recebidos ao longo de uma vida inteira de sofrimento e injustiças.
Mais sem esperança em um mundo melhor, sem arriscar o peito por uma vida mais
digna continuaremos presos ao fatalismo de uma história onde a tristeza e a
vida injusta é concebida como natural.
Amigos
e amigas da luta, sonhar é possível, é possível sonhar sempre, desde que
carreguemos no peito e na alma a indignação com as injustiças do mundo. A luta
para manter viva a esperança do sonho é a luta que entendemos ser justa para
ser travada como testemunho da nossa presença no mundo.
Autor: Professor Silvio Sipliano da Silva – PSOL
50.555
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